
Nova York, Eu te amo, integra o projeto “Cities of Love”, assim como Paris, Eu te amo, que eu ainda não assisti. Os filmes são compostos por várias histórias que se passam nestas cidades, representando fortes características destas.
Em Nova York, Eu te amo, em questão, é focado o caráter cosmopolita da “capital do mundo”, com a grande mistura de culturas, de etnias. Não menos importante também, é a questão da solidão que é sentida por muitos, em meio a um turbilhão de pessoas.
Eu perdi os primeiros, digamos, 10 minutos iniciais de filme. Cheguei a um ponto da história, no qual eu não conseguia identificar quem era o ladrão entre os três personagens. Até aí então, eu perdi duas histórias.
Porém, o filme não perdeu o seu brilho para mim nos minutos restantes. O que se deve ao fato dele ser uma antologia, claro. E, em se tratando de uma antologia, onde se espera por histórias que desagradem em certo momento, este filme me surpreendeu. Todas as histórias contribuíram para uma perfeita coesão do filme e grande fluidez. Algumas destas, extremamente emocionantes.
A minha preferida foi a de direção pertencente à Natalie Portman, que trabalha o preconceito de uma forma tão sutil, tão tocante e poética. Uma relação de amor tão dedicado entre um pai e sua filha, onde esta relação só é explicitada no momento em que a sociedade se manifesta na história – manifestação de preconceito racial, de certa forma disfarçada. Uma explicitação que se deve ao brilhantismo do ator Carlos Acosta, com um olhar tão profundo em significados.
Natalie Portman que também participa de um segmento no papel de uma judia. E eu realmente me expressei com um palavrão quando vi sua cabeça raspada, de novo.
Como disse no início, Nova York, Eu Te Amo, é uma antologia composta por belas histórias. Todas. E com belas atuações. Chamando-me a atenção, em especial, Shia LaBeouf que demonstra ser brilhante mesmo vindo de filmes com personagens que não exigiam muito de seu talento, como Transformers.
Para conhecer os diretores de cada segmento, fique até final dos créditos. O que saiu muito bem colocado, por sinal.
Por fim, fica o meu compromisso em assistir Paris, Eu Te Amo e o de esperar por Rio, Eu Te Amo. Aos que ainda não assistiram, eu desejo uma boa sessão!

